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Vamos para Poá?

Minúsculos por parte de Espanha e devaneios açucarados em flancos triangulares. Temíveis e recôncavos.

Saudades de mim, não é?

Mas não me queixo - e jamais irei - de deixar de afirmar que me nego em queixar-me disso aí. Disso mesmo!

Verão que no verão são os patos de sapatos que atravessam a rodovia sem queimar as patas.

E por que não consegue conceber consigo próprio nada além disso e anda todo o dia, e tento, viu?

Os passos passam-se em lugares específicos, a quase todos os instantes ali, acolá, aqui também!, estalando por sobre pedrinhas fatiadas por um trio escamoteador de cozinheiras cuidadosas - uma mãe!

Um bolo quente agora prejudicaria minha tarde amanhã, e talvez até a manhã da vida inteira que estou a desperdiçar.  E, além disso, considerando a suavidade do frio do ar que se movimentava, as coisas caminhavam de maneira impecável.

Pois andava atravessando destemido o frio do ar que se movimentava.

Sabes tu que o inverno dificilmente erra e seus comentários calculados são de uma sobriedade impar?

Sei que sabes, cossaco, curioso comuna com mula. Alias, simulas mamilinhos das girls ad exaustum?

Se faz, és erro retumbante, coisa que Vernon God Little e seu séquitos de bilhetes únicos e gororobas de goiaba jamais invejariam.

Haveria de haver, com H, alguma voz ali dentro, dentro do cemitério micmac, onde talvez enterrem Gage?Haveria anjinhos chineses, que agora fabricam chinelos brancos Nike made in Heaven, tomando um sorvete no dedo sujo,  lambendo-se com suas linguinhas nojentas?

Sim, sim a tudo, e seria inesquecível até a manhã seguinte, caso na sorte dum lance factual, meus milhos e seu milho mamassem milímetros do mel matinal. Sorvete e bolo e meia dúzia de tenras pedritas de gelo diáfanas que liquefazem-se enquanto venta os suspiros novalgínicos.

Porém, me é caro deveras os insultos exuberantes direcionados para as portenhas, possuidoras de portentosas peneiras plásticas e de pormenorizados paquidermes palestinos, pseudo-pára-polenta.

Poá!

Vamos lá....para Poá.

Vamos para Poá?

Não. E outro não.

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O Pardal Imoral

O Pardal é pardal vivido, sofrido, calejado, e "impenetrável", como ele mesmo afirma. Pardal já era pardal quando boa parcela dos meninões ainda queria ser jogador de futebol, mas brincava de Barbie escondida no banheiro. O Pardal já hipnotizou peixes-bois com "sucesso parcial", como ele mesmo gosta de salientar; já comeu o próprio RG ante a mais das irremediáveis fomes; já fracassou hérculeamente ao tentar amamentar uma anão para angariar fundos para um excursão à Cabreúva e gosta de adjetivos feminos.

Por Guilherme Abati.






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