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Amélia, Doce Mulinha

Nuvens frias pesavam tristes naquela manhã de domingo
Descolorindo todas as esperanças que eu então trazia
E nada indicavam, neste coração que guardo comigo,
as alegrias que você, Amélia, em breve, me daria.
Amélia, minha doce mulinha
Cavalgarmos felizes para todo o sempre
Amélia, nobre, quadrúpede, rainha
A luz do sol sorrie, reluz, se esparramava pelo ar,
assistindo seu nobre cavalgar,
desenhando bilhões de pontos sob o azul do lago
ao som do seu único galopar.
E agora deixo minha arcada dentária impressa em suas coxas
E sei que isto é apenas o começo
Fecho os olhos e eis você comigo
Tomando mordidas suas nos mamilos, agradeço
Não vou negar, doce Amélia,
E fingir que feliz fiquei em ouvir suas antigas histórias
Outrora, você, mulinha de muitos cavaleiros?
Mas, isto é passado, seu trotar, relincho e rédeas são todos meus, não há mais o que se falar.

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O Pardal Imoral

O Pardal é pardal vivido, sofrido, calejado, e "impenetrável", como ele mesmo afirma. Pardal já era pardal quando boa parcela dos meninões ainda queria ser jogador de futebol, mas brincava de Barbie escondida no banheiro. O Pardal já hipnotizou peixes-bois com "sucesso parcial", como ele mesmo gosta de salientar; já comeu o próprio RG ante a mais das irremediáveis fomes; já fracassou hérculeamente ao tentar amamentar uma anão para angariar fundos para um excursão à Cabreúva e gosta de adjetivos feminos.

Por Guilherme Abati.






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